segunda-feira, 28 de agosto de 2017

A militância adoece?

"ÂNIMO, MILITANTE!Sabemos que há um tempo para tudo; que se ligam o presente e o passado, pois o que foi não se encontra superado, e o que é está caindo em desapreço. Mas é o futuro que está sem endereço e precisa de uma forte intervenção. Falta um acerto na canção e pôr as notas na nova melodia; ascender em cada mente a rebeldia e pôr-se em marcha na mesma direção.." Ademar Bogo


E a grande polêmica se reabre, "coincidentemente" em outro momento de acirramento da luta de classes, de crise política e econômica, mais ainda num momento onde Michel (Fora) Temer avança em mais medidas que cortam nossos direitos básicos,  inclusive volta o debate da fome e da sobrevivência.
Minha intenção com esse texto não é de convencer ninguém, nem gerar polêmica, é debater simplesmente e colocar perspectivas sobre a questão da saúde mental principalmente, dando todo o crédito e reconhecendo a importância pra esse debate do texto da companheira da Marcha Mundial das Mulheres, Bruna Rocha, que fez uma ótima reflexão sobre a questão dando mais embasamento pra gente continuar esse debate sempre na perspectiva revolucionária de avançar e mudar as coisas.
Uma coisa que minimamente já temos entendimento é que vivemos em uma sociedade capitalista, patriarcal e racista, onde essas opressões são estruturantes e interligadas, fazendo com que nossas mazelas e construções de indivíduos perpassem por tudo que isso significa, sendo diretamente oprimido por alguma dessas coisas, ou simplesmente participando disso na sua vivência, aí as questões específicas (as vezes grandes coisas, não tirando a importância de cada uma dessas coisas por serem específicas) disso vão depender de onde você vem, composição familiar, condição financeira, religião ou não, periferia ou região central da cidade, padrão de beleza e várias outras coisas que nos formam como pessoas em sociedade, repetindo, em sociedade.
Me considero MILITANTE a 6 anos, desde 2012, que foi quando assumi pra mim um projeto de transformação de sociedade e me convenci a assumir esse projeto pra minha vida, me abrindo a cada vez mais me transformar em disposição a esse projeto, melhorando cada vez mais meus desvios e limitações que nossa sociedade capitalista constroem desde que a gente nasce, assim como, individualismo, meritocracia, personalismo, e muitas outras coisas, e foi difícil, foi não, tá sendo difícil, é cada dia uma crítica e auto crítica mais pesada que a outra, o processo nunca para, muitas vezes somos responsáveis e responsabilizados por nossas atitudes individuais, ou responsabilizados por erros do movimentos, mas aí nisso oque é individual e o que é coletivo? Ta aí a chave, as duas coisas se entrelaçam, como se não existisse aí eu, ou todo mundo.
Independentes e não militantes não tem ideia quantas vezes nós já choramos e perdemos noites por erros ou divergências do movimento como um todo, ou picuinhas irresponsáveis que criaram em relação ao nosso movimento, ou brigas internas que reproduzindo os vícios do sistema acontecem e nos fragilizam como coletivo ou a nossa ou nosso companheiro, movimentos são feitos e construídos por pessoas, e SIM nós nos machucamos, foi nos espaços internos do movimento que a gente teve que segurar e fazer reuniões e dar abraços e secar crises de choro compartilhando carinho pois em outros espaços não temos essa coragem, não temos CONFIANÇA, a sociedade nos ensina a sermos sozinhos e quando aperta o coração temos que fingir que estamos bem, que temos que adoecer e definhar sozinhos, continuar trabalhando e vivendo, pra não parar a engrenagem.
A militância me ensinou a cuidar, a abraçar, a ter carinho, a perguntar o porque uma pessoa está mal, e o mais importante pra mim, me ensinou a me abrir, a chorar, a compartilhar tarefas, festas e mazelas, também a não segurar meus nós na garganta, não me calar, nem segurar o choro. Me ensinou que já errei muito me relacionando com pessoas, ainda estou aprendendo, me ensinou a me calar e pensar duas vezes antes de falar, mas também a falar seguramente quando tiver aqui engasgado, a me mover, a ser paciente, a amar quem compartilha comigo um sonho, também uma utopia, o mais importante, rever meus erros, voltar atrás, pedir desculpa, me colocar no lugar da outra pessoa, cultivar amizades e saber que gosta de pessoas sem nem mesmo conviver com elas, pois temos um sonho.
Aprendi MUITO, mas tenho certeza que ensinei muito e as vezes que pessoas militantes me machucaram, parei e pensei como expor esse incômodo a ela, pois amanhã posso machucar a mesma e quero que ela seja carinhosa comigo e me ensine, já que me propus a mudar a mim, seria muita arrogância da minha parte mudar a sociedade e ficar intacto, congelado e sem transformar nada em mim ou a minha volta, que felicidade eu teria se não fosse ver novos sorrisos compartilhando um projeto de sociedade, ou aquele sorriso de mais tempo, um pouco mais amarelado ainda compartilhando comigo de mãos dadas?
Aprendi que o meu projeto sozinho, solitário, não faz sentido, que o meu projeto de vida é o projeto popular, a nossa sociedade cobra respostas rápidas pra gente e tudo muda muito rápido, mas o tempo do movimento é outro, não tem que ser assim rápido, essa pressa nos adoece, se nos é cobrado assim rápido, quem tá do seu lado tem outro tempo, respeite isso, não tem que ser da sua forma, nem da minha, mas do coletivo, do debate e amadurecimento de várias pessoas, não só seu.
Temos que pensar o TEMPO INTEIRO nas pessoas que estão do nosso lado, se eu não estou bem, não tenho abertura de falar ou fazer oque eu quiser por isso, não sei se a pessoa que tá do meu lado está, quantas vezes já não engoli minha crise pelo bem do movimento, entendendo que teremos tempo, nosso projeto é de décadas, quantas vezes já não foram irresponsáveis comigo porque teve algum problema e eu só queria conversar sobre meus problemas, queria chorar, mas julgaram que eu não tinha problemas e tive que esconder o meu, nem todo mundo consegue se abrir.
Escrevendo esse texto me veio várias situações e vários rostinhos na minha cabeça e que me motivou no conteúdo, mais uma vez foi uma construção coletiva, como tudo na nossa vida, principalmente se você escolhe ser militante, escolhi erguer o punho esquerdo, o mais próximo do coração, me imagino entregando meu coração a cada vez que gritamos uma palavra de ordem e erguemos o punho, me entregando praquilo que gritamos, que sai aqui do peito, que respiramos luta.
Saúde mental INFELIZMENTE ainda é um debate "classe média", INFELIZMENTE, temos que debater melhor, com mais seriedade pra que todas as pessoas tenham acesso, mas paciência, com nós mesmos e com a pessoa do lado, as vezes falar sobre isso machuca, e só queremos esquecer as mazelas.

"Você é tão legal, mas o seu movimento não." Oque sou eu? Oque é o movimento? Oque é culpa de quem? Escolha uma pessoa pra culpar se faz seu coração mais calmo, mas vai culpar quem? Resolveu? Não, não vai resolver.
Eu sou o Levante Popular da Juventude e o Levante Popular da Juventude sou eu, eu te machuquei, ou o meu movimento te machucou? Não foi essa nossa intenção, desculpa do fundo do meu coração, conversa com a gente, somos um só.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Um post super coxinha

"Coxinha é um termo pejorativo brasileiro, usado como gíria, e que serve para descrever uma pessoa "certinha", "arrumadinha". A gíria tem origem paulistana, todavia não identificada completamente. É alguém conhecido pelo excessivo cuidado com a imagem, hábitos burgueses, por ostentar um padrão de vida de custo elevado, e posturas políticas conservadoras[1] . Aponta-se, também, o coxinha como aquele que se opõe com vigor a ideias políticas ou econômicas consideradas de esquerda."
Fonte: Wikipedia

Olá pessoas! A reflexão de hoje cabe à pessoas que se interessam minimamente a debates político, no seu âmbito mais geral: direita, esquerda,, PT ou PSDB, etc., mas no geral, principalmente para as pessoas que se consideram de esquerda.
O termo "coxinha" tem sido muito utilizado para colocar TODOS e TODAS que não são minimamente de esquerda, ou querem o "impitima" da Dilma, todas as pessoas simplesmente se discordam de um certo posicionamento politico vira coxinha! HELLO!! Vivemos numa sociedade onde quem tem dinheiro manda, looooogo, a mídia manda MUITO, nossas publicações e textos problematizadores chegam ao Brasil inteiro? NÃO! O maior meio de comunicação mais utilizado ainda é a TV, e a internet vem aí sendo disputada por todo mundo e os grupos de whatsap perdendo toda a disputa para os grupos de familia (rs).
E oque quero dizer com isso tudo? Já sabemos que a mídia (principalmente a familia Marinho e seu triplex) manipula e faz oque ela quer com a opinião pública. Além de um termo bem utilizado já algum tempo: alienação, que resumindo de forma rápida e sei que insuficiente é o processo em que a classe trabalhadora se distancia do trabalho e também da sua propria transformação e da transformação da matéria, não tendo ideia assim de que se é ela que faz tudo e sustenta essa bagunça. Resumindo todas as pessoas que concordam com o "impitima" e não se consideram feministas, de esquerda, etc. em coxinhas, resumimos as pessoas que a gente tinha que estar conversando e mostrando que a Globo mente, o Aécio e o PSDB não querem o nosso bem, e os militares menos ainda ao "outro" e nos dividimos mais uma vez. Além de que as cores da bandeira do Brasil são nossas! Não são coisa de coxinha, temos que retomar o uso dela e dialogar com as massas.
Com o aumento do debate politico, aumenta a disputa da sociedade, e se a gente não se mover nós vamos perder! Não podemos deixar o que tem de mais conservador no poder, temos que mostrar que o povo pode e tem que estar no poder, há muito que as várias forças conservadoras, empresas multinacionais, mídia e tudo que representa a burguesia do Brasil em ligação com os E.U.A. tira a possibilidade de vitória e de organização do povo brasileiro, temos que retomar a possibilidade disso, não podemos perder a utopia, vários "coxinhas" só são mais uma parcela totalmente desiludida da população que comprou o posicionamento de quem manda e quem tem poder econômico, temos que juntos e juntas construir esse processo e nos construindo em conjunto.
No mais, fica aí o debate.

E O FRUTO DO TRABALHO DO TRABALHADOR SERÁ!

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Sobre patriarcado e o armário.

Tenho visto muitos gays compartilhando textos e posts sobre o porque não namorar ou ficar com  "enrustidos", e entendo que ninguém é obrigado a passar por situações que não se sentem confortáveis e/ou constrangimentos e até fingimentos, mas vamos conversar sobre alguns pontos centrais na homo-lesbo-bi-transfobia, mais especificamente nesse caso sobre a homofobia, pois é oque esses textos vem tratando.
Vivemos em uma sociedade em que se você não está no padrão que se é colocado para ocupar os espaços públicos, você não pode ser feliz, ou é reafirmado todos os dias, o quão errado você está, isso chamamos de heteronormatividade, se você não é hétero, você sofre (não esquecendo também que existem outros padrões como, se você não for branco existe racismo, se você não for homem sofre com machismo e etc.) Todos esses padrões relacionados ao papel do homem hétero machão, comedor e tudo mais que um homem tem que ser estão relacionados ao patriarcado (que está relacionado ao padrão do poder e o espaço publico ao HOMEM e em tudo que ele tem que ser e aos privilégios que esse grupo acarreta, de uma forma bem rasa).
Não é fácil para uma pessoa assumir que não está nesse padrão e sair do "normal" que a sociedade quer que a gente esteja, e logo com isso perder todos os privilégios que poderia ter, pra NINGUÉM isso é tranquilo, e dentro disso entram também os gays "no armário", e lembrando um pouco do que é esse armário, é um lugar onde as pessoas se escondem, muitas vezes para não ser expulso de casa, não apanhar na rua, e também não ser obrigado a ficar se explicando pra todo mundo o porque ele não é "normal", isso NÃO É uma coisa tranquila pra ninguém, não poder andar de mãos dadas ou demonstrar qualquer afeto para alguém do mesmo sexo vem de uma socialização de uma vida inteira de várias correntes.
Desde criança as pessoas fora do padrão heteronormativo que o patriarcado nos coloca tem que se esconder e fingir ser oque não são, muitas vezes na escola, nos livros didáticos, na família, em muitas religiões, e em vários lugares que nós vivemos tais pessoas sofrem violência e vêem as noticias de quantas LGBT's morrem, são excluidas, expulsas e colocadas à margem da sociedade, quem com sobriedade o suficiente escolheria viver assim à margem? Pelo padrão de não transformação da sociedade: NINGUÉM escolheria isso, mas muitos ainda subvertem essa lógica (ainda bem!), mas nem todo mundo faz isso, oque é totalmente justificável, não concordo, mas é "entendível".
O armário não é uma situação de comodidade ou de conforto, ele é MUITO violento e o cadeado dele é trancado por muita violência, heteronormatividade, patriarcado, doutrinas religiosas várias vezes, família e muitas outras coisas, então, entendo que as vezes dá "preguiça" de pessoas que ainda não se resolveram e se colocaram pra sociedade como fora do padrão ou saíram do armário, mas as pessoas precisam é de apoio e força, não essas serem mais uma vez marginalizadas.
No mais, nos vemos na luta por uma sociedade sem homo-lesbo-bi-transfobia.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Feliz dia dos Homens

Feminismo:
1. Doutrina cujos preceitos indicam e defendem a igualdade de direitos entre mulheres e homens.
2. Movimento que combate a desigualdade de direitos entre mulheres e homens.
3. Ideologia que defende a igualdade, em todos os aspectos (social, político, econômico), entre homens e mulheres.
Dicionário Informal

   Na verdade usei desse dia para dar um presente que a muito não ganhava nesse "dia do homem" que ainda podemos discutir o porque existir esse trem. Aos companheiros do sexo masculino, vou começar jogando uma realidade na sua cara: Nós somos privilegiados! Pode ser pesado e difícil de aceitar, mas é verdade.
   Tenho visto ultimamente muitas discussões e críticas pesadas às feministas, cara, seje menas. Em muitas dessas discussões tenho visto as meninas comentando decepcionadas, muito nervosas ou simplesmente não comentando, e porque? Porque elas não aguentam mais ter que enfrentar uma sociedade que as oprime pelo fato de serem mulheres, se sentir parte dessa luta pra fortalecer as próprias mulheres e mais uma série de coisas, além disso, como se não fosse o suficiente: Responder às opiniões preconceituosas de homens que simplesmente não entendem oque é ser mulher (assim como eu não entendo), e ainda serem pedagógicas!!
   Sério, imagina o quão difícil é você ter que se esforçar muito mais pra se colocar em espaços públicos, pois esse espaço sempre foi tirado de você, seu espaço era só o espaço da casa; você ser treinada para ser submissa a vida inteira e mandada por homens; se sentir um pedaço de carne todas as vezes que sai na rua, não importa com qual roupa esteja; a vida inteira ser frágil e nem poder ter um corpo mais forte ou "masculino", até mesmo pra se defender! São tantas coisas e diferenças que ficaríamos dias listando, a questão é: Não tá fácil pra elas.
   Dentro dessa diferença de papéis, onde cada um tem o seu bem colocado, o das mulheres é o de submissão e ser frágil, e são anos, séculos séculos, MUITO tempo de reafirmação e reprodução disso, então romper com isso e sair desse papel é muito difícil mesmo, tem mais várias questões aí, mas vou discorrer mais sobre a intervenção de homens no feminismo, e é o seguinte, ela não deve ocorrer. Simples! Nosso espaço privilegiado e que somos treinados a estar nele é o público, por isso fomos socializados a sermos mais comunicativos e lidar bem com tais situações, também a sermos mais independentes e etc.
   Então é basicamente isso, normalmente nós estamos à frente de vários processos na sociedade toda! Deixa o espaço de protagonismo do feminismo ser delas, não é um pedido, é um "Se toque!", elas não precisam pedir permissão pra isso, e ser subversivo à homens é um dos papéis centrais da consolidação do feminismo, e pra elas estarem à frente, nós temos que estar menos à frente, e isso é "natural" desse processo, sei que é difícil abrir mão de um lugar/privilégio que sempre foi seu, mas tem que ocorrer, será muito mais companheiro dar força e facilitar, bora construir uma sociedade sem machismo de mãos dadas, mas o protagonismo é delas! Se tiver interesse, seja humilde, pergunte, assim as coisas se facilitam! Aceite que você não é o entendedor de tudo e não tem que saber de tudo, aceita que dói menos.
   O papel do homem no feminismo é perder privilégios, mais uma vez, aceita, e muitas vezes tem o papel de apenas não fazer nada, controlar essa vontade toda de aparecer e estar a frente das coisas, e se calar as vezes, é isso, e uma questão final, feminismo não é o inverso de machismo.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Mas você engordou!

-Oi!! Você engordou!
-Você percebeu? Quase não saí de casa por isso.

-Você tá mais careca cara.
-Não tinha visto, será que perdi o cabelo da última vez que me vi no espelho?

-Emagreceu! Tá linda!
-Talvez se isso não fosse fruto de uma depressão, seria massa.

Se chocou? Esse são possíveis diálogos que ocorrem na cabeça das pessoas, que se já não houvesse constrangimento o suficiente na situação poderiam ocorrer. E porque eu fiz isso? Pra mostrar que algumas coisas NÃO SÃO NECESSÁRIAS de serem ditas, imagina oque é todos os dias da sua vida você ter que se encaixar em um padrão, não conseguir, e as pessoas continuarem jogando isso na sua cara TODOS OS DIAS!
As vezes pensamos que a barreira da intimidade nos dá liberdade de dizer tudo o que quisermos com as pessoas, mas você ter amizade com uma pessoa não te deixa neutro dos pré-julgamentos e reforços negativos da sociedade, você pode falar de outra forma, de uma forma mais particular com uma pessoa (aí tá o tal limite da liberdade, você se sente a vontade desses momentos mais íntimos com ela). "Miga, percebi que emagreceu, você tá bem?" As vezes a intenção das pessoas não é emagrecer! Você não sabe como ela se sente bem, e se ela está bem de ter mudado sua aparência.
Acordar todos os dias e pensar como vai se apresentar a uma sociedade preconceituosa, cheia de esteriótipos não é fácil, então você que convive com uma pessoa, seja qual for seu nível de intimidade com ela NÃO PRECISA fazer com que ela se preocupe mais ainda com isso, nos lugares onde ela deveria ter um pouco mais de liberdade com essas questões.
Pense em algo que te incomoda muito, desde sempre (e são raras as pessoas que não tem algo assim), seja a cor do seu cabelo, uma unha encravada, seu peso, uma cicatriz, algo que você sempre teve vergonha ou algo do tipo, você ficaria feliz de que as pessoas ficassem te relembrando disso? NÃO! Tá certo que temos que desconstruir os padrões, essas vergonhas e etc. mas... esse não é o melhor método.

A intenção não é cagar regra e nem fazer o politicamente correto, pois com certeza também já fiz isso e ainda devo fazer sem perceber, mas é simplesmente pra gente pensar melhor em deixar as pessoas com quem convivemos melhores, pensar mais nas nossas ações, pois de gente apontando nossos erros já basta a sociedade inteira.

terça-feira, 7 de julho de 2015

O pessoal É político

Olá alguém!
Começando meu novo blog, e dando boas vindas a mim mesmo porque sim.
Resolvi fazer esse blog por alguns motivos, e vou usar desse post inaugural pra falar um pouco oque é isso e o porque disso. A gente passa por uma efervescência política e de debate muito grande hoje no Brasil, nisso as vezes eu mesmo ficava afim de debater algumas dessas coisas e nem sempre temos lugares e pessoas para fazer isso, então decidi usar dessa plataforma tecnológica maravilhosa para isso, muitas vezes vai ser um monólogo, mas assim minhas próprias ideias vão se amadurecendo né?
Quero mesmo que quem leia comente, me ame ou odeie, posso cometer erros rudes de leitura mesmo da realidade, de português, de pontuação e etc. mas espero que isso sirva pra eu crescer, afinal a dialética taí pra dar uns tapa na cara da gente pra aprender as coisas

Além disso pensei em fazer esse post explicando o porque do nome do blog e o principio básico que vou partir nas minhas postagens. De muitas polêmicas que surgem umas das maiores é: "Fulano ou Fulana é legal, não me importa oque ele ou ela faz dentro de casa." NÃO pessoa linda! se essa fulana ou fulano faz merda dentro de casa, ela não é uma pessoa legal, o espaço privado (ligado ao pessoal) e o espaço público (ligado ao político) foram separados e ainda são separados por muitos para dividir muito bem oque cada papel que temos que seguir serve, e principalmente da mulher dentro de casa e o homem fora de casa, não adianta NADA eu ser super simpático a todos e ser um opressor no meu relacionamento, se colocamos visões e ideias de libertação pra sociedade, TEMOS que praticar isso no nosso dia a dia, com medo ou não de perder meus privilégios, nossas atitudes pessoais são sempre políticas, e tem sempre um posicionamento, e as políticas refletem oque sou e toda a carga histórica que tenho.
Então é isso, dei só uma introduzida no assunto mesmo pra fazer aquele charme, nunca escrevi num blog assim antes, ainda to achando esquisito, mas vou pensando em polemicas e assuntos pra dar minha opinião e espero que tenha gente pra debater haha.

Beijos