quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Sobre patriarcado e o armário.

Tenho visto muitos gays compartilhando textos e posts sobre o porque não namorar ou ficar com  "enrustidos", e entendo que ninguém é obrigado a passar por situações que não se sentem confortáveis e/ou constrangimentos e até fingimentos, mas vamos conversar sobre alguns pontos centrais na homo-lesbo-bi-transfobia, mais especificamente nesse caso sobre a homofobia, pois é oque esses textos vem tratando.
Vivemos em uma sociedade em que se você não está no padrão que se é colocado para ocupar os espaços públicos, você não pode ser feliz, ou é reafirmado todos os dias, o quão errado você está, isso chamamos de heteronormatividade, se você não é hétero, você sofre (não esquecendo também que existem outros padrões como, se você não for branco existe racismo, se você não for homem sofre com machismo e etc.) Todos esses padrões relacionados ao papel do homem hétero machão, comedor e tudo mais que um homem tem que ser estão relacionados ao patriarcado (que está relacionado ao padrão do poder e o espaço publico ao HOMEM e em tudo que ele tem que ser e aos privilégios que esse grupo acarreta, de uma forma bem rasa).
Não é fácil para uma pessoa assumir que não está nesse padrão e sair do "normal" que a sociedade quer que a gente esteja, e logo com isso perder todos os privilégios que poderia ter, pra NINGUÉM isso é tranquilo, e dentro disso entram também os gays "no armário", e lembrando um pouco do que é esse armário, é um lugar onde as pessoas se escondem, muitas vezes para não ser expulso de casa, não apanhar na rua, e também não ser obrigado a ficar se explicando pra todo mundo o porque ele não é "normal", isso NÃO É uma coisa tranquila pra ninguém, não poder andar de mãos dadas ou demonstrar qualquer afeto para alguém do mesmo sexo vem de uma socialização de uma vida inteira de várias correntes.
Desde criança as pessoas fora do padrão heteronormativo que o patriarcado nos coloca tem que se esconder e fingir ser oque não são, muitas vezes na escola, nos livros didáticos, na família, em muitas religiões, e em vários lugares que nós vivemos tais pessoas sofrem violência e vêem as noticias de quantas LGBT's morrem, são excluidas, expulsas e colocadas à margem da sociedade, quem com sobriedade o suficiente escolheria viver assim à margem? Pelo padrão de não transformação da sociedade: NINGUÉM escolheria isso, mas muitos ainda subvertem essa lógica (ainda bem!), mas nem todo mundo faz isso, oque é totalmente justificável, não concordo, mas é "entendível".
O armário não é uma situação de comodidade ou de conforto, ele é MUITO violento e o cadeado dele é trancado por muita violência, heteronormatividade, patriarcado, doutrinas religiosas várias vezes, família e muitas outras coisas, então, entendo que as vezes dá "preguiça" de pessoas que ainda não se resolveram e se colocaram pra sociedade como fora do padrão ou saíram do armário, mas as pessoas precisam é de apoio e força, não essas serem mais uma vez marginalizadas.
No mais, nos vemos na luta por uma sociedade sem homo-lesbo-bi-transfobia.